Taxa livre de risco e como se calcula

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Taxa livre de risco e como se calcula

Se um investimento apresenta mais risco do que o outro, como é lógico, os investidores também devem exigir uma maior rentabilidade em compensação.
Agora, como calculamos que a rentabilidade obtida se ajusta bem ao risco assumido? Para isso, parte-se do conceito de “prémio de risco”.
O premio de risco é a rentabilidade extra que obtemos para compensar o risco assumido. Mas para isso, devemos tomar como referência um ativo que se encontre, que seja considerado pela comunidade financeira, como livre de risco.

A rentabilidade que nos oferece este ativo considerado como livre de risco é a denominada taxa livre de risco. Sobre esta taxa é calculada a premio de risco.
Ambos os conceitos estão associados e são utilizados para avaliar investimentos.
Vamos ver tudo com mais detalhes.

O que é a taxa livre de risco?
Como seu próprio nome indica, uma taxa livre de risco é aquela rentabilidade obtida por investir em um ativo que é considerado como livre de risco.

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Quais ativos são considerados livres de risco?
Em princípio, é uma avaliação teórica. Supõe-Se que todos os investimentos têm um componente de risco.
No entanto, se você investir em um ativo que não altere a sua rentabilidade durante toda a sua vida duração (ativo de renda fixa) que tenha uma mínima flutuação de mercado, e, por último, que seja de um emissor de reconhecida solvência (para que seja remota a probabilidade de que cumpra sua promessa de pagamento), temos um ativo que poderíamos considerar como livre de risco.

Onde encontramos esses ativos?
Como regra geral, é utilizado o interesse que pagam por Obrigações do Estado , desde que esses activos cumprem perfeitamente as condições anteriormente descritas.
Um Estado, pode perfeitamente tomar medidas monetárias, fiscais, de orçamento, etc) para não infringir os seus pagamentos. Portanto, o risco de crédito ( risco de inadimplência) fica muito longe.
Também trata-se de ativos de renda fixa , devido a que a rentabilidade é conhecido de antemão pelos investidores e não se altera durante toda a duração do Bônus.

Por último, resta-nos a flutuação no mercado de opções binárias. Este risco existe, mas é mínimo. Veja este artigo uma estrategia para opções binariasDependendo das taxas de juro e a inflação pode mudar o seu preço, e suas flutuações são muito mais suaves que outros ativos.
Na Europa, por exemplo, toma-se como referência os Títulos do governo Alemão, por ser considerada a economia mais simples e segura. Isto se deve a que se usa uma moeda comum e os Bônus emitidos pelos estados-membros variam em risco e rentabilidade, assumindo sempre uma independência do Banco Central Europeu.
O desempenho que oferecem os Bônus alemães é o que é considerado mais próximo da taxa livre de risco.
Não obstante esta não é a taxa livre de risco real, uma vez que também têm um mínimo componente de risco.

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O bônus do Estado Alemão? Mas a que prazo?
Dependendo do horizonte temporal de nossa investimento, podemos escolher o prazo dos Títulos que mais se ajuste. Isto é definido na hora de valorizar o prazo de nosso investimento.

Como é calculada a taxa livre de risco?
Existem várias teorias e formas.
Por exemplo, para a fixação do preço de uma casa, a classificação é determinada pela Ordem Ministerial ECO 805/2003. Na referida legislação estabelece que a taxa livre de risco não pode ser inferior à média da Dívida do Estado com um prazo de vencimento superior a cinco anos.
Isso é tomada como referência para o Mercado Hipotecário.
Para avaliar investimentos existe uma teoria que expõe que, basicamente, se a Dívida do Estado é subtraída CDS correspondente (Credit Default Swap) é obtido a partir da taxa livre de risco.
O CDS é um seguro sobre um possível calote da dívida, de qualquer Estado, empresa ou organismo que se transmite e se negoceia nos mercados financeiros. Logicamente, se o Estado (ou outra instituição) tem mais risco, o CDS terá um preço maior.
Ao restarlo da rentabilidade que oferece esse Estado ou de um organismo descontamos automaticamente o risco e, portanto, obtemos a taxa livre de risco.

O que é o premio de risco?
É a rentabilidade extra que obtemos por investir em qualquer outro ativo que não seja considerado livre de risco.
Se comparamos a rentabilidade de algumas ações com o rendimento dos Títulos do governo Alemão, podemos determinar a rentabilidade de mais obtemos por assumir o risco de investir nessas ações.
Se a companhia (é um supor) é contínua e a diferença de rentabilidade atrativa, advertiremos que nos oferecem um prémio de risco aceitável. É verdade que estamos assumindo mais riscos ao investir em renda variável, mas a rentabilidade vale a pena e, além disso, é um risco controlado, porque a empresa é sólida.

Fala-se muito, fala-se em épocas de crise, sobre o premio de risco do Estado português. Não é nem mais nem menos do que a diferença de rentabilidade que oferece o Bônus espanhol a dez anos com a rentabilidade do Bônus alemão a esse mesmo prazo. (NOTA: Um ponto básico é 0,01%. Por conseguinte 300 pontos básicos é um 3% de diferença).
Isso significa que o Estado português deve pagar cerca de interesses extra porque se considera que tem mais risco, com o cargo correspondente às contas públicas. O risco que apresenta um Estado, empresa ou outra organização contrapõe-se com esta diferença de rentabilidade exigida pelos investidores.

Para que se utiliza a taxa livre de risco?
A taxa livre de risco é um conceito muito importante porque é usado no cálculo de classificações.
Quando tentamos atualizar cerca de fluxos de caixa futuros, devemos descontar um interesse. Ou seja, um dinheiro que é cobrado em um futuro deveremos e trazê-lo ao presente; para isso, é deduzida uma taxa de juros pelo tempo decorrido (porque se supõe que a não-posse do dinheiro tem um custo).
Como regra geral, utiliza-se a taxa livre de risco, como uma referência de que o interesse, na hora de calcular descontos de fluxos futuros.
Também é usado em outro tipo de classificações, tal como vimos nas avaliações para fins do Mercado Hipotecário. Em qualquer operação financeira pode estar presente como uma rentabilidade juro de referência. É o custo de capital mínimo, daí a sua importância.

Por exemplo, se deixassem de pagar qualquer salário durante um tempo, como valorizamos o custo desse atraso? Teria que calcular o tempo decorrido, o capital que não temos e que deveríamos ter, e aplicar a taxa livre de risco.
Este é o custo que teríamos (mínimo) por não possuir o dinheiro a tempo. Isto se deve a que, supõe-se que o simples fato de possuir o dinheiro pode rentarnos, sem assumir riscos por isso.

Post Author: Larissa Tavares

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